Our Why #ccourses

I have already mentioned in another post how I stumbled upon Connected Courses, how it was basically a call to arms from my friend Maha Bali and how I extended that call to another friend Carla Arena. I’d browsed some of the pre-course resources available on their site and remember finding it most invigorating to read Mike Wesch’s reflections on why the whys are so critical for the whole open and connected learning environments to thrive. I then watched the amazing video suggested for inspiration, This is Water by David Foster Wallace, and was absolutely blown away by it. All that had really struck a chord within, yet little did I know that it would yield precious fruit so soon. I guess that’s my why for sitting here and writing this post right now. I feel truly compelled to make a record of the process which naturally ensued after that in order to reflect on the project that blossomed from it and, of course, to share it with all of you guys #ccoursers #rhizo14ers #edcontexters #clavierers and all.

So the following day I shared the link to the This is Water video with a fellow course supervisor in my institute. He watched it, was blown away by it, and moved to share it on with other fellow course supervisors in my institute. I have to say that I had no idea that what it might have happened right there and then, the moment I shared that link with my friend, was that a seed was being sown, and his subsequent sharing it forward would be the watering of that seed, which began growing, and showing, and stirring the creative juices of those it touched.

Flash forward a few weeks. Yesterday night I came across Jim Groom‘s tweet on Mike Wesch’s video Why We Need A “Why?” and was instantly reminded of the exhilaration I’d felt when I first read his words on the importance of ‘whys.’ It was while I watching this amazing talk by @mwesch that it dawned on me that I’d already been put into motion to make an old project fly, one which had been sitting in the back of my mind since the beginning of the year, even before I went on my rhizomatic learning experience, even before starting my blog. I’d been longing to find a way of nurturing stronger connections among my fellow course supervisors. I truly wanted to see the ten of us be part of a close-knit group, reflecting on our educational leadership identities, exerting/exercising our agency, in the hope of boosting our professional self-confidence.

So it was that about three weeks ago I seized just the right moment to share my idea of a collective website/blog with my fellow supers. The idea itself had sprung up from the depths of my mind a while back, but it hadn’t yet been aired up to the point of being ready to get out of me in the form of a ‘what if’ sentence. The idea was instantly embraced by all. It was as if it’d been there all the time, just waiting for it to be articulated into words somehow. The next step was to find our why. Somehow I instinctively (creative juices spilling out) drawn by the idea that we needed to have our very own ‘why.’ Together we managed to come up with our mission statement, our why. And it is amazing to see how all this movement to fly this collective venture has generated just the kind of flow, the kind of dynamic which is naturally bringing us closer together, both professionally and personally. We are connected.

We will launch our collective site soon, probably this next week, and we are very excited and happy about it. It is just awesome to see how empowering it is to allow yourself to be moved by your ‘why’, and yesterday, watching Mike Wesch talk about it, made me realize the magnitude of the journey we’ve just embarked on as a group. I am certainly sharing Mike Wesch’s talk with my fellow supers for more inspiration. I have a feeling that these words might linger and yield new fruit within the work we do as teachers and administrators:

quotation1If you’re animated by the ‘whats’, by what you’re supposed to teach, you’re gonna be constrained by the model of learning that that entails, which is to say just how to deliver that content. But if instead we’re animated by a ‘why,’ then suddenly the ‘hows’ become open.  ~ Mike Wesch

So, I guess we have found one of our ‘whys.’ Thanks to #ccourses for the inspiration.

To connections and to learning!

Tablets na sala de aula

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Foto: Clarissa Bezerra

NOVOS ‘SABERES’ E NOVOS ‘FAZERES’

Segundo MORAES (2002), novas ferramentas e instrumentos causam mudanças culturais ao propiciar novas formas de fazer. Com novas formas de fazer, surgem novas formas de pensar esse fazer, gerando mudanças no saber. Diferentes tipos de tecnologias intelectuais estimulam diferentes dimensões cognitivas, ativando com mais frequência e/ou intensidade partes específicas do cérebro. Em decorrência disso, enfraquecem-se determinados estilos de saber derivados de outros modos de acesso e processamento de informação.  Percebendo essa tendência do processamento cognitivo diferenciado dos alunos pertencentes à nova geração, diversas escolas estão adotando o uso dos tablets para fins educacionais.  

Existe nos dias de hoje uma ampla discussão acerca da defasagem da educação tradicional, especialmente no que diz respeito à perspectiva dos jovens da ‘geração digital’. Para SACCOL et al (2011), o aluno de hoje já não consegue fazer sentido na maneira como a educação tradicional se estrutura, centrada no professor e desenvolvida de forma linear com base em texto e aulas expositivas. “A nova geração está costumada a agir em vez de passivamente assistir (…) Em vez de simplesmente absorver conteúdo, essa é uma geração acostumada a produzi-lo, tanto individualmente quanto em grupo, e compartilhá-lo em redes sociais.” (ibid p.21) Nessa perspectiva, a utilização de tablets para fins educacionais oferece um imenso potencial de engajamento por parte do aluno ao propiciar experiências de aprendizagem por meio de uma mídia digital que permite um tipo de interação com a informação que corresponde de maneira mais pessoal, e por que não dizer prazerosa, com a forma com a qual o jovem tem acesso à informação no mundo atual.

No entanto, não basta que haja uma mudança somente de ferramenta, nem mesmo uma mudança somente na maneira como o aluno entra em contato com a informação, ou conteúdo curricular. É necessária uma mudança mais profunda de paradigma educacional, de maneira que evoluamos em direção a uma abordagem mais complexa e menos linear, ou cartesiana (MORAES, 2002), do processo de ensino-aprendizagem. Um componente importante dos saberes do professor (TARDIFF, 2002) é fazer com que qualquer material, seja ele impresso na forma de um livro ou apostila, ou outro tipo qualquer, ganhe vida no processo de ensino-aprendizagem. O professor é o elemento humano responsável pela mediação pedagógica que deve acontecer entre aluno e conteúdo, que nesse caso acontece por meio de uma interface digital, de maneira que a informação se torne conhecimento para o aluno por meio da experiência de aprendizagem significativa (AUSUBEL, 1965). É por isso que GABRIEL (2013) defende que “(…) o principal investimento deve ser feito em pessoas para capacitá-las e educá-las para esse cenário. (…) Tecnologia não é diferencial, mas o modo como a utilizamos, sim.” (ibid, p.7) Sendo assim, a formação continuada do professor segue tendo um papel preponderante na qualidade da experiência de aprendizagem do aluno.

FORMAÇÃO DOCENTE CONTINUADA

A capacitação dos professores para utilização efetiva de conteúdo por meio de plataformas digitais exige, entretanto, uma apropriação mais pessoal por parte do professor das tecnologias utilizadas. Um aspecto que torna essa apropriação problemática é o fato de que o professor de hoje não é um ‘nativo digital’, ou seja, ainda opera sob princípios e saberes advindos de tecnologias do conhecimento antigas, normalmente aquelas que foram utilizadas quando ele mesmo foi aluno. Esse aspecto torna o treinamento para a utilização efetiva dessas novas ferramentas um grande desafio para esses profissionais, desafio esse que deve ser conquistado se quisermos evitar continuar “otimizando o péssimo” (MORAES, 2002) ao utilizar novas tecnologias apoiadas, no entanto, numa visão pedagógica tradicionalista e instrucionista, na qual o aluno permanece passivo no processo de aprendizagem. Ainda segundo MORAES,

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O fato de integrar imagens, textos, sons, animação, e mesmo de interligar informação em sequências não lineares, como as atualmente utilizadas em multimídia e hipermídia, não é garantia de boa qualidade pedagógica e de uma nova abordagem educacional. Programas visualmente agradáveis, bonitos e até criativos podem continuar representando o paradigma instrucionista ao colocar no recurso tecnológico uma série de informações a ser repassada ao aluno. Dessa forma, continuamos preservando e expandindo a velha forma como fomos educados, sem refletir sobre o significado de uma nova prática pedagógica que utilize esses novos instrumentos. (ibid, p.16)

Segundo o NMC Horizon Report, o desenvolvimento profissional contínuo é condição sine qua non para que alcancemos altos níveis de qualidade do processo de ensino-aprendizagem por meio do uso de tecnologias digitais. Esse tipo de treinamento precisa ser valorizado e se tornar parte da cultura das escolas. Os professores precisam desenvolver as habilidades necessárias para integrar os recursos tecnológicos de maneira efetiva, tornando a experiência de aprendizagem ainda mais significativa para os alunos.

APRENDIZAGEM UBÍQUA E COM MOBILIDADE

O uso de dispositivos móveis, tais como os smart phones e tablets, para fins educacionais constitui um grande desafio para as práticas docentes atuais. Por todo o mundo, educadores e pesquisadores na área de educação têm se debruçado sobre o desenvolvimento de metodologias didático-pedagógicas que possam incorporar o uso desses dispositivos de forma a explorar todo o seu potencial de mobilidade sem, no entanto, perder de vista valores centrais que informam as boas práticas docentes que colocam o aluno e sua experiência de aprendizagem no centro do planejamento e das ações pedagógicas. É nesse contexto que se fundamentam os conceitos de mobile learning ou m-learning (aprendizagem com mobilidade), e ubiquitous learning ou u-learning (aprendizagem ubíqua).

Para que o planejamento e as ações didático-pedagógicas possam propiciar aprendizagem de qualidade, é imprescindível que tenhamos conhecimento dos diversos benefícios e potenciais, assim como das limitações, desses tipos de aprendizagens. SACCOL, SCHLEMMER e BARBOSA (2011) fazem uma exposição detalhada desses aspectos no quadro 1.1 (ibid, p. 34 e 35), do qual escolheremos aqueles mais relevantes para o cenário da escola em questão.

ALGUNS BENEFÍCIOS E LIMITAÇÕES

O primeiro benefício do m-learning e u-learning é a flexibilidade em termos de local e horário em que a prendizagem pode ocorrer. No entanto, segundo SACCOL et al, pode haver limitações de tempo disponível ao aluno para desempenhar as atividades, assim como pode ser limitada a própria quantidade de conteúdo a ser coberto pelo aluno. No presente contexto, o aluno faz uso de um material didático desenhado e desenvolvido para ser acessado pelo tablet. O professor pode extrapolar esse conteúdo, compartilhando outros recursos pertinentes aos conteúdos curriculares, direcionando os alunos a simular ou aplicar conteúdo teórico em situações práticas ou por meio do uso de recursos digitais tanto do próprio material quanto daqueles existentes online. Para tanto, faz-se necessário que o professor busque desenvolver suas habilidades de curadoria digital, explorando as possibilidades da Internet e o vasto universo de conteúdo que se encontra à disposição de todos aqueles que a ela tem acesso. Ainda na dimensão da flexibilidade, podemos explorar também aquela referente à aprendizagem de campo, fora do ambiente da sala de aula. Essa liberdade de movimento por parte dos alunos promove grandes potenciais para experiências de aprendizagem significativa, favorecendo ainda aqueles alunos que se beneficiam do movimento corporal, por exemplo, para dar maior significado ao seu aprendizado.

Outra dimensão do m-learning e u-learning que consideramos como um de seus maiores benefícios é a personalização da experiência de aprendizagem da qual decorrem outros aspectos importantes, tais como o engajamento, a autonomia e a criação de conteúdo por parte do aluno.  São inúmeras as possibilidades de engajamento em pesquisa propiciadas pelos dispositivos móveis conectados à Internet. Os alunos podem ser direcionados a exercitar e desenvolver suas habilidades de pesquisa ao buscar conteúdos pertinentes ao que se está aprendendo no currículo, ou conteúdos que beneficiem e enriqueçam as discussões de sala de aula. Tais dinâmicas de pesquisa e aprendizagem podem ser ainda mais valorizadas por meio da colaboração e do compartilhamento do conteúdo curado ou criado pelo próprio aprendiz, agregando valor ao seu trabalho a partir do momento em que ele pode ser desenvolvido para uma audiência real, constituída de seus pares, professores, familiares e quaisquer outros indivíduos com quem possa conectar.  Tomemos como exemplo a possibilidade de um aluno poder dividir uma resenha crítica de sua autoria com o próprio escritor da obra estudada. É perfeitamente possível hoje em dia essa conexão por meio das mídias sociais, a exemplo do Twitter.

Diante de tantas possibilidades proporcionadas dentro do contexto do m-learning e u-learning deve-se sempre manter o foco no aluno e nos objetivos da aprendizagem, já que o apelo estimulante da exploração dessas tecnologias pode resultar num foco excessivo na tecnologia (tecnocentrismo), razão pela qual voltamos a enfatizar a importância do treinamento continuado do corpo docente de forma a assegurar o foco central das práticas pedagógicas adotadas nos objetivos reais de aprendizagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AUSUBEL, D. A cognitive structure view of word and concept meaning. In R.C. Anderson e D. Ausubel.Readings in the Psychology of Cognition. New York: Holt, Rinehart and Winston, 1965.

DIAMANDIS, Peter H. KOTLER, Steven. Abundance: the future is better than you think. New York: Free Press, 2012.

GABRIEL, Martha. Educar: a revolução digital na educação. São Paulo: Saraiva, 2013.

GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas. A teoria na prática. Porto Alegre: Artmed, 1995.

JOHNSON, L., ADAMS BECKER, S., CUMMINS, M., ESTRADA, V., FREEMAN, A., LUDGATE, H. NMC Horizon Report: Edição K-12 2013. Tradução para o português pela Ez2translate. Austin, Texas: The New Media Consortium, 2013.

MERIJE, Wagner. Mobimento: educação e comunicação mobile. São Paulo: Peirópolis, 2012.

MORAES, Maria Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. Campinas: Papirus, 2002.

SACCOL, Amarolinda. SCHLEMMER, Eliane. BARBOSA, Jorge. M-learning e u-learning: novas perspectivas das aprendizagens móvel e ubíqua. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011.

TARDIFF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.

Taking on #ccourses

My friend Maha was the one to point to this rabbit hole called Connected Courses. Awesome. I’m thinking of dragging my friend Carla Arena down this one with me. We have a project in the oven and I feel that jumping into #ccourses might give us a good taste of open education environments and practices which will be key to our concocting of this and so many other projects. Back to my friend Maha, she also has some cool ideas for EdConteXts and Connected Courses to blend and hack-back (though I’m not sure what that looks like in practice, at least not just yet). Which is fine, since embracing uncertainty is certainly something so… so rhizomatic.

And we love us some rhizomes for supper, don’t we Maha? Carla, help yourself.

So, bring it on Connected Courses.

Warmest,

C.

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